Uma mostra fotográfica em Brasília resgata a luta de quilombolas em Goiás, reunindo imagens e relatos de comunidades como Kalunga e Cedro. A exposição gratuita no Museu da República fica em cartaz até junho de 2025 e oferece um retrato documental da resistência territorial.
Mostra fotográfica em Brasília resgata luta de quilombolas em GO
Uma exposição gratuita no Museu da República, em Brasília, documenta a trajetória de resistência de comunidades quilombolas de Goiás. A mostra fotográfica em Brasília resgata a luta de quilombolas em GO por meio de 45 imagens históricas e recentes, além de depoimentos de lideranças. O acervo abrange comunidades como Kalunga, Cedro e Mesquita, que enfrentam desafios para garantir a titulação de seus territórios.
Segundo a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a exposição 'Territórios de Resistência' fica em cartaz até 30 de junho de 2025, de terça a domingo, das 9h às 18h. A entrada é franca, e o espaço conta com audiodescrição para visitantes com deficiência visual.
O acervo documental e a luta por terra
As imagens foram produzidas entre 2010 e 2024 por fotógrafos goianos e brasilienses. O curador, Carlos Alberto dos Santos, afirma que a seleção privilegia registros de manifestações culturais, mutirões de construção e atos públicos em defesa da titulação das terras.
Dados do Incra indicam que, em Goiás, 18 comunidades quilombolas aguardam a regularização fundiária, sendo que apenas 9 possuem título definitivo. A comunidade Kalunga, uma das maiores do país, com cerca de 4 mil famílias, teve 60% de seu território reconhecido em 2023, mas ainda enfrenta conflitos de limites com fazendas vizinhas.
A exposição dedica uma sala inteira ao caso Kalunga, com mapas históricos e cronologia das negociações com o governo estadual. O visitante encontra painéis que explicam o processo de certificação pela Fundação Palmares, etapa obrigatória para o reconhecimento oficial.
Contexto histórico e política pública
A mostra não se limita ao registro visual. Ela insere as imagens no debate sobre políticas de reparação e direito à terra. O governo de Goiás, por meio da Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais, anunciou em maio de 2025 a destinação de R$ 2,3 milhões para assistência técnica a comunidades quilombolas. O recurso será aplicado em projetos de infraestrutura hídrica e regularização documental.
Especialistas apontam que a demora na titulação gera insegurança jurídica e dificulta o acesso a políticas públicas básicas, como saúde e educação. A mostra funciona, nesse sentido, como um instrumento de pressão política e visibilidade.
Como visitar e agendar visitas
A mostra fotográfica em Brasília resgata a luta de quilombolas em GO e pode ser visitada sem agendamento individual. Grupos escolares e instituições devem reservar pelo site do museu. O espaço oferece visitas mediadas às quartas e sextas, às 10h e às 14h, com intérprete de Libras disponível guia de exposições em Brasília.
O Museu da República fica na Esplanada dos Ministérios, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. O estacionamento é pago, mas há fácil acesso por transporte público.
Perguntas Frequentes
Qual o horário da mostra fotográfica em Brasília?
A exposição funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com entrada permitida até 17h30.
A exposição é gratuita?
Sim, a entrada é franca. Não é necessário retirar ingresso antecipado.
Quais comunidades quilombolas são retratadas?
As principais são Kalunga, Cedro, Mesquita e São Domingos, todas localizadas em Goiás.
Até quando a mostra fica em cartaz?
Até 30 de junho de 2025.
Há recursos de acessibilidade?
Sim, o espaço conta com audiodescrição, rampas e visitas mediadas com intérprete de Libras.
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