Músicos paraenses celebram o ritmo amazônico siriá no Rio de Janeiro, em evento que reúne artistas locais e convidados. A programação inclui shows, rodas de conversa e oficinas sobre a cultura musical do Pará.
Músicos paraenses celebram ritmo amazônico siriá no Rio
Músicos paraenses celebram o ritmo amazônico siriá no Rio de Janeiro, em evento que reúne artistas locais e convidados para divulgar a cultura musical do Pará. A programação inclui shows, rodas de conversa e oficinas sobre a história e os instrumentos típicos do siriá. O evento ocorre em espaços culturais da cidade, com entrada gratuita, e busca fortalecer os laços entre as comunidades paraenses e cariocas.
O siriá: ritmo que vem da Amazônia
O siriá é um gênero musical e dança típica do Pará, com raízes na cultura indígena e afro-brasileira. Caracteriza-se pelo ritmo acelerado e pelo uso de instrumentos como o banjo, o reco-reco e o tambor. A palavra "siriá" tem origem no tupi e remete a uma ave da região. O ritmo é tradicionalmente tocado em festas populares, como o Círio de Nazaré, e ganhou projeção nacional nas últimas décadas.
Programação do evento no Rio
O evento "Músicos paraenses celebram o siriá no Rio" acontece entre os dias 15 e 17 de junho, em três espaços culturais da cidade: o Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Teresa; o Teatro Municipal de Niterói; e a Casa do Artista Paraense, na Lapa. A programação inclui:
- Shows: apresentações de grupos como Carimbó do Pará, Grupo de Siriá da Ilha do Combu e artistas solo como Dona Onete e Mestre Damasceno.
- Rodas de conversa: debates sobre a história do siriá, a preservação do patrimônio imaterial e a relação entre a música paraense e o samba carioca.
- Oficinas: aulas abertas de dança, percussão e construção de instrumentos típicos, como o banjo paraense.
Artistas confirmados
Entre os músicos paraenses que celebram o siriá no Rio, destacam-se nomes como Dona Onete, conhecida como a "rainha do carimbó", e Mestre Damasceno, um dos principais divulgadores do ritmo. Também participam grupos jovens, como o Coletivo de Siriá da Universidade Federal do Pará, que trazem releituras contemporâneas do gênero. A curadoria é da Associação Cultural de Músicos Paraenses no Rio (ACMP-Rio).
Como participar
O evento é gratuito, mas é necessário retirar ingressos antecipadamente pelo site oficial ou na bilheteria dos espaços culturais. As oficinas têm vagas limitadas e exigem inscrição prévia. Para quem viaja a trabalho ao Rio durante o evento, a dica é reservar um tempo entre reuniões para conhecer a programação, a Casa do Artista Paraense, na Lapa, fica a 10 minutos do Centro, de metrô.
Importância cultural
A celebração do siriá no Rio reforça a diversidade musical brasileira e a presença da cultura amazônica no Sudeste. Segundo a Associação Cultural de Músicos Paraenses no Rio, o evento busca criar pontes entre as comunidades paraenses e cariocas, valorizando o patrimônio imaterial do Pará. Dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) indicam que o siriá é reconhecido como bem cultural de natureza imaterial desde 2018, o que fortalece sua preservação.
Perguntas Frequentes
O que é o siriá?
O siriá é um ritmo e dança típicos do Pará, de origem indígena e afro-brasileira, com instrumentos como banjo e reco-reco.
Quando ocorre o evento no Rio?
O evento acontece entre 15 e 17 de junho, em três espaços culturais da cidade.
Quem são os artistas confirmados?
Participam Dona Onete, Mestre Damasceno e o Coletivo de Siriá da UFPA, entre outros.
O evento é gratuito?
Sim, com entrada gratuita, mas é necessário retirar ingressos antecipadamente.
Como chegar aos locais?
A Casa do Artista Paraense fica na Lapa, a 10 minutos do Centro de metrô. O Parque das Ruínas está em Santa Teresa, acesso por bondinho ou táxi.
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